As stablecoins hoje são um tipo de moeda digital parcialmente ligadas a moedas tradicionais, como o dólar. Por ser uma espécie de meio-termo entre as velhas formas de mercado junto ao cripto, este tipo de moeda vem ganhando bastante popularidade.

Como funcionam as Stablecoins?
Para explicar de forma mais clara como funcionam as stablecoins, precisamos primeiramente explicar o que são os tokens de múltiplas redes e sidechains.
Bom, basicamente os tokens projetados para redes variadas e sidechains são ativos que possuem maior confiabilidade ou previsibilidade. Porém, vale lembrar que não são totalmente confiáveis, somente um pouco mais previsíveis pois seu valor não varia muito ao longo do tempo.
Imagine que você apenas mantém dólares americanos ou ativos vinculados a outros títulos de garantia; a diferença é que não possuem nenhum controle por parte de bancos ou reservas secundárias.
Na Rise, por exemplo, é possível encontrar diversas stablecoins como USDT (Tether), que existe no Ethereum (ERC-20), Tron (TRC-20), Solana (SPL) e outras redes. Aqui, você pode ainda receber até 2 meses grátis usando o código de afiliado e gerir equipas globais com pagamentos agilizados usando criptomoedas.
Para que servem as Stablecoins: Quais suas vantagens?
As stablecoins reúnem algumas vantagens e serventias que as tornam um token muito chamativo no mercado. Elenquei algumas destas vantagens, veja:
- Por não ter um valor tão oscilante, as stablecoins servem como moedas de trocas mais garantidas.
- Ter uma leve ligação com ativos tradicionais permite também que as stablecoins sejam utilizadas mais facilmente como pagamento.
- A maior estabilidade permite que investidores fiquem mais confiantes na compra dos ativos.
Que tipos de Stablecoins existem?

Existe uma grande variedade de stablecoins, porém elas podem ser classificadas em 3 categorias, baseando-se no funcionamento de seu token ou cadeia. Destacamos elas abaixo, confira cada uma.
Stablecoins lastreada em Moedas Fiat
Estas stablecoins apoiadas por moedas fiat são basicamente centralizadas, ou seja, elas possuem garantias reservadas em bancos ou instituições financeiras. Além disso, cada token terá um valor equivalente à moeda que se apoia.
1 USDT = 1 USD, por exemplo.
Stablecoins Lastreadas em Criptomoedas
As stablecoins mais controversas são as lastreadas em outras criptomoedas. Para alguns investidores, esse modelo pode parecer arriscado, pois a volatilidade das criptomoedas subjacentes pode comprometer sua estabilidade.
Além disso, há quem veja semelhanças com esquemas fraudulentos, como pirâmides financeiras, devido à dependência de novos investimentos para manter o valor da stablecoin. Alguns exemplos de stablecoins lastreadas em criptomoedas são:
- DAI (MakerDAO) – Lastreada em um conjunto de criptomoedas, como ETH e USDC, mantidas em contratos inteligentes. É uma das mais conhecidas e descentralizadas.
- sUSD (Synthetix) – Lastreada em SNX, o token da plataforma Synthetix, que cria ativos sintéticos.
- LUSD (Liquity USD) – Lastreada em ETH, funcionando como uma stablecoin descentralizada e com regras rígidas de colateralização.
- VAI (Venus Protocol) – Emitida na Binance Smart Chain e lastreada em um conjunto de criptoativos bloqueados na plataforma Venus.
- UST (TerraUSD, antes do colapso) – Era lastreada por um mecanismo algorítmico ligado ao token LUNA, mas entrou em colapso em 2022.
Stablecoins Algorítmicas
As stablecoins algorítmicas são totalmente descentralizadas e não possuem lastro em outras criptomoedas ou moedas fiduciárias. Em vez disso, utilizam algoritmos e mecanismos de oferta e demanda para tentar manter sua paridade. No entanto, essa abordagem faz com que sejam mais instáveis, pois não possuem garantias diretas, tornando-se ainda mais voláteis do que as stablecoins lastreadas.
Alguns exemplos de stablecoins algorítmicas incluem:
- FRAX (Frax Finance) – Utiliza um modelo híbrido, parcialmente algorítmico e parcialmente colateralizado.
- USDD (TRON DAO Reserve) – Criada na blockchain TRON, opera com um mecanismo semelhante ao antigo UST.
- FEI (Fei Protocol) – Baseada em incentivos algorítmicos para manter a estabilidade.
- UST (TerraUSD, antes do colapso) – Uma das mais conhecidas, perdeu sua paridade em 2022, causando um grande impacto no mercado.
- AMO Dollar (Frax AMO) – Uma variação do modelo Frax, com ajuste de liquidez automatizado.
Essas stablecoins representam uma tentativa inovadora de manter a estabilidade sem a necessidade de reservas tradicionais, mas seu histórico mostra que podem ser bastante arriscadas.
Quais as principais Stablecoins?
Bom, tendo apresentado todos estes aspectos sobre as stablecoins, fica a questão, quais são as principais opções hoje? Seguindo a métrica de que as melhores são aquelas que apresentam melhor estabilidade e aceitação por investidores (volume), destaco as seguintes:
Tether (USDT)
A Tether atualmente figura entre as stablecoins com maior capitalização de mercado, passando de 70% das transações em cripto hoje. Ela é lastreada em dólar e está envolta de diversas blockchains como Ethereum, Tron e Binance Smart Chain.
USD Coin (USDC)
A USD Coin foi emitida pela Circle em parceria com a Coinbase e aparenta ser bastante reconhecida pela sua transparência e auditoria constante. Além de ser adotada como base de algumas plataformas como a DeFi e também servir como atalho entre o sistema financeiro tradicional e o de criptomoedas.
Binance USD (BUSD)
Esta é uma stablecoin lançada em parceria com a Binance, ela é totalmente regulamentada e possui uma forte integração com a plataforma Binance. Outra característica interessante da BUSD é sua operação com várias redes.
Dai (DAI)
Mais uma stablecoin descentralizada é a Dai, ela foi desenvolvida pela MakerDAO, se mantém de forma a aproveitar da sobrecolaterização das criptos. Hoje é uma das coins mais populares em questão de descentralização.
Onde comprar Stablecoins?
Caso você tenha se interessado em adquirir alguma das opções que mencionamos anteriormente, tenho algumas recomendações. As stablecoins são particularmente úteis para quem pretende fazer trading ou até ganhar boas porcentagens de rendimento passivo. Um exemplo? A Binance paga atualmente entre 10-11% ao ano no USDT através de seu programa earn.
Assim, eu recomendo que você comece por escolher uma plataforma confiável e que garanta toda a transparência necessária.
Claro que existem diversas opções de plataforma de exchange, e eu convido a confirir as melhores corretoras de criptomoedas. A Binance, que já mencionei, é uma ótima opção de corretora, pois nela você terá diversas stablecoins e outras variedades de tokens
Certamente para o público brasileiro, a Binance figura entre as melhores, já que permite transferências com uso de PIX e pode assim converter dinheiro em cripto e vice-versa. Tudo isso facilita ainda mais a sua porta de entrada no mundo das criptomoedas.
Conclusão
Para finalizar, a conclusão que tiramos é de que as stablecoins são fortes alternativas para aqueles que buscam uma janela para entrar neste mercado. Evidente que todos os investimentos vêm com riscos, porém as stablecoins podem suprir um pouco do risco associado às criptomoedas.
Apresentando tokens que se apoiam em moedas tradicionais como o dólar e fundos financeiros, tornam-se na opção mais viável para novos investidores. Espero que este artigo tenha sido proveitoso de alguma forma, e convido todos a ler algumas de nossas reviews e notícias relevantes ao mercado das cripto.