A mineração de bitcoin continua sendo um dos pilares da rede, garantindo a validação das transações e a segurança do sistema descentralizado. Com mais de 15 anos desde sua criação, o Bitcoin evoluiu, e em 2025, minerar bitcoin é uma atividade complexa, competitiva e cheia de nuances. Mas afinal, o que é mineração de bitcoin exatamente? Como fazer mineração de bitcoin hoje? E será que ainda vale a pena investir nisso em abril de 2025?
Neste artigo, vamos explorar o significado de minerar bitcoin, como funciona todo o processo, os principais desafios, as recompensas disponíveis e as opções que você tem à disposição — desde plataformas especializadas até tentativas no PC ou celular. Também vamos responder perguntas comuns, como “mineração de bitcoin é crime?” e detalhar estratégias para maximizar seus potenciais lucros.

O que é mineração de bitcoin?
A mineração de bitcoin é o processo pelo qual novas moedas são geradas e as transações são verificadas na blockchain, o livro-razão público e descentralizado do Bitcoin. Essencialmente, minerar bitcoin envolve usar equipamentos especializados para resolver problemas matemáticos complexos baseados no algoritmo Proof-of-Work (PoW). Este trabalho computacional valida blocos de transações e os adiciona à blockchain, garantindo que a rede funcione sem necessidade de uma autoridade central.
Atualmente, a mineração de bitcoin não é apenas uma forma de ganhar BTC, mas também um mecanismo essencial para manter a segurança e a integridade da rede. Cada minerador contribui com poder computacional, recebendo em troca recompensas em bitcoin e taxas de transação dos usuários.
Mineração de bitcoin é crime?
Não, minerar bitcoin não é crime no Brasil nem na maioria dos países em 2025, desde que seja feita dentro da legalidade. No Brasil, a Receita Federal classifica criptomoedas como ativos financeiros, e os lucros da mineração devem ser devidamente declarados no Imposto de Renda.
As alíquotas variam de 15% a 22,5% sobre ganhos acima de R$ 5 milhões mensais, conforme a Instrução Normativa nº 1.888/2019, atualizada em 2023. No entanto, é importante ressaltar que usar energia elétrica ilegalmente (como “gatos”) ou minerar em locais onde a prática é proibida pode configurar crime.
Vale lembrar que alguns países têm regras diferentes. Por exemplo, a China baniu a mineração em 2021, enquanto El Salvador a incentiva ativamente. Portanto, é essencial verificar as leis locais antes de iniciar suas atividades de mineração.

Recompensa em bloco: quanto os mineradores ganham em 2025?
Em abril de 2025, a recompensa por bloco minerado é de 6.25 BTC, resultado do halving ocorrido em maio de 2020. O próximo halving, previsto para meados de 2028, reduzirá esta recompensa para 3.125 BTC, o que certamente intensificará ainda mais a competição.
Cada bloco leva aproximadamente 10 minutos para ser minerado, com a dificuldade sendo ajustada automaticamente a cada 2016 blocos (aproximadamente duas semanas) para manter esse ritmo constante.
Com cerca de 19.7 milhões de BTC já em circulação — de um total máximo de 21 milhões —, a emissão de novas moedas continua desacelerando, o que reforça a escassez programada do bitcoin. Em um cenário onde o BTC vale aproximadamente US$ 70.000 (uma estimativa conservadora para 2025), cada bloco rende aos mineradores cerca de US$ 437.500, antes de descontar os custos operacionais.
A coinbase e a segurança da rede
Cada bloco contém uma transação especial chamada “coinbase”, que cria novos bitcoins e distribui a recompensa aos mineradores. Esta transação é o coração do sistema de emissão de BTC e incentiva a mineração honesta na rede.
Em 2025, com o hashrate global em torno de 300 EH/s (exahashes por segundo), a rede bitcoin está mais segura do que nunca contra possíveis ataques, como o temido “ataque de 51%”, que exigiria um investimento bilionário para ser viável. A coinbase garante que mineradores honestos sejam devidamente recompensados, sustentando assim a descentralização da rede.
O impacto da oferta limitada do bitcoin
O bitcoin tem um limite máximo de 21 milhões de unidades, definido por seu protocolo original. Os halvings — cortes na recompensa que ocorrem a cada 210.000 blocos (aproximadamente a cada quatro anos) — garantem essa escassez programada: 50 BTC (2009), 25 BTC (2012), 12.5 BTC (2016), 6.25 BTC (2020).
Em 2025, faltam apenas três anos para o próximo halving, e o último bitcoin deve ser minerado por volta do ano 2140. Depois disso, os mineradores dependerão exclusivamente das taxas de transação, um futuro que já começa a moldar as estratégias atuais do mercado.

Taxas de transação: a nova fonte de receita
Além da recompensa em bloco, os mineradores ganham com as taxas de transação. Os usuários pagam taxas opcionais para priorizar suas transações, e em 2025, essas taxas variam tipicamente entre US$ 1 e US$ 5 em dias normais, podendo subir consideravelmente em períodos de alta demanda.
A Lightning Network, agora amplamente adotada, reduziu significativamente os congestionamentos na rede principal, evitando taxas extremamente altas como as vistas em 2017 (que chegaram a US$ 55). Estas taxas são cada vez mais cruciais para os mineradores, especialmente considerando que a recompensa em bloco continuará diminuindo com o tempo.
Mineração de bitcoin consome muita energia?
Sim, minerar bitcoin é uma atividade intensiva em consumo de energia. Em 2025, a rede consome aproximadamente 120 TWh anuais — mais que países inteiros como a Argentina. Contudo, é importante destacar que cerca de 55% dessa energia já vem de fontes renováveis, como hidrelétricas e energia solar, graças aos esforços coordenados pelo Bitcoin Mining Council.
Os ASICs de 5nm, lançados em 2024, dominam o mercado atual, custando entre US$ 10.000 e US$ 20.000 por unidade e consumindo de 3 a 4 kW/h cada. A eficiência energética tornou-se absolutamente essencial para garantir a lucratividade das operações de mineração.
Onde a mineração de bitcoin é mais lucrativa?
A crescente competição levou a mineração para regiões com energia barata e climas frios: Canadá (com suas abundantes hidrelétricas), Cazaquistão (que oferece incentivos fiscais) e Texas, nos EUA (com acesso a energia renovável de baixo custo).
Mineradores individuais raramente conseguem lucrar operando sozinhos atualmente; os pools de mineração, como Foundry USA e AntPool, dominam o cenário, dividindo as recompensas proporcionalmente entre seus participantes conforme o poder computacional contribuído.
Como fazer mineração de bitcoin em 2025?
Minerar bitcoin exige planejamento cuidadoso. Aqui está um guia prático para entender o processo:
- Baixe o histórico de transações: Use o Bitcoin Core para baixar a blockchain completa (aproximadamente 550 GB em 2025). Após a sincronização inicial, apenas atualizações incrementais serão necessárias.
- Verifique as transações: As transações ficam temporariamente na “mempool”. Os mineradores geralmente priorizam aquelas com taxas mais altas, validando suas assinaturas digitais.
- Crie um bloco candidato: Organize as transações verificadas, calcule o Merkle Root e adicione a transação coinbase usando softwares especializados como o Braiins OS.
- Resolva o problema matemático: Teste diferentes nonces até encontrar um hash válido que atenda aos requisitos do algoritmo SHA-256. Nesta etapa, os ASICs são absolutamente indispensáveis para ter qualquer chance de sucesso.
- Publique o bloco: Transmita o bloco resolvido para a rede o mais rapidamente possível. Se for aceito por pelo menos 51% da rede, você receberá a recompensa correspondente.

Como minerar bitcoin no PC?
Minerar bitcoin diretamente no PC em 2025 é praticamente inviável se o objetivo for obter lucro. Nos primórdios da rede (2009-2011), CPUs comuns eram capazes de minerar blocos, mas a dificuldade atual exige equipamentos ASICs especializados.
Um PC comum equipado com uma poderosa GPU (como a RTX 4090) geraria menos de 0.0001 BTC por ano, enquanto consumiria uma quantidade significativa de energia elétrica, resultando inevitavelmente em prejuízo financeiro. Para fins de teste ou aprendizado, você pode usar softwares como CGMiner, mas espere apenas adquirir conhecimento, não lucro real.
Mineração de bitcoin no celular?
A mineração de bitcoin no celular é ainda menos prática que no PC. Os smartphones simplesmente não possuem poder computacional suficiente para competir no algoritmo PoW do bitcoin, e a maioria dos aplicativos que prometem mineração de bitcoin (como o CryptoTab) geralmente são golpes ou minam outras criptomoedas de baixa dificuldade, como Monero, com lucros irrisórios (na casa de centavos por mês). Em 2025, falar em minerar bitcoin no celular é mais uma estratégia de marketing que uma possibilidade real.
Plataformas de mineração de bitcoin
Diversas plataformas como NiceHash e StormGain oferecem serviços de “mineração em nuvem”, essencialmente alugando poder computacional de terceiros. Em 2025, essas plataformas atraem principalmente novatos, mas é preciso cuidado: muitas delas podem ser esquemas fraudulentos.
Antes de investir, pesquise cuidadosamente a reputação da plataforma (por exemplo, através de avaliações no X) e calcule minuciosamente os custos versus retornos potenciais. Pools de mineração legítimos e estabelecidos, como F2Pool, geralmente representam opções mais seguras para iniciantes.
Apps de mineração de bitcoin
Aplicativos como MinerGate ou AA Miner frequentemente prometem mineração fácil e acessível, mas em 2025, nenhum deles consegue minerar bitcoin diretamente devido à imensa complexidade do algoritmo PoW. Esses apps podem simular ganhos ou minerar altcoins de menor valor, mas os lucros são tipicamente mínimos e os riscos de fraude consideravelmente altos.
A melhor abordagem é utilizar carteiras confiáveis como Trust Wallet para gerenciar seus bitcoins já adquiridos, não para tentar minerá-los diretamente.
Vale a pena minerar bitcoin em 2025?
A mineração de bitcoin continua sendo lucrativa principalmente para operações profissionais que contam com ASICs altamente eficientes, acesso a energia barata (abaixo de US$ 0.05/kWh) e participação em pools confiáveis. Para indivíduos comuns, o custo inicial (cerca de US$ 15.000 por ano considerando hardware e energia) frequentemente supera os ganhos potenciais.
Para muitos investidores, alternativas como comprar bitcoin diretamente ou investir em empresas de infraestrutura blockchain podem representar estratégias mais viáveis e menos arriscadas.
Conclusão
Em abril de 2025, a mineração de bitcoin mantém-se como componente essencial para o funcionamento da rede, mas exige níveis cada vez mais altos de eficiência em um cenário caracterizado por consumo energético de 120 TWh anuais, hashrate global de 300 EH/s e recompensas de 6.25 BTC por bloco.
Embora não seja considerada uma atividade criminosa na maioria dos países, a mineração requer conformidade fiscal e conhecimento técnico considerável. Tentar minerar no PC ou celular tornou-se impraticável, e o uso de apps ou plataformas de terceiros exige extrema cautela.
Com o halving de 2028 se aproximando rapidamente, a mineração de bitcoin evolui gradualmente para um modelo híbrido baseado em recompensas de bloco e taxas de transação, desafiando constantemente os novatos e recompensando apenas os mais bem preparados tecnicamente e financeiramente.